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Nasa descobre outro planeta do tamanho da Terra em zona habitável – 07/01/2020

A Nasa anunciou nesta segunda-feira (6) que seu Satélite de Pesquisas de Exoplanetas em Trânsito (Tess, sigla em inglês) descobriu um planeta do tamanho da Terra a uma distância intermediária de sua estrela, o que permitiria a presença de água em estado líquido.

Chamado “TOI 700 d”, ele está relativamente próximo da Terra (a apenas 100 anos-luz), disse o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa durante a conferência da Sociedade Americana de Astronomia, em Honolulu, no Havaí. Sua estrela, TOI 700, é pequena, 40% do tamanho do Sol e mais fria.

A descoberta é a primeira do satélite caçador de planetas da Nasa, lançado em 2018, e foi confirmada pelo telescópio espacial Spitzer. “O Tess foi projetado e lançado especificamente para encontrar planetas do tamanho da Terra e em órbita de estrelas próximas”, explicou o diretor de astrofísica da Nasa, Paul Hertz.

O satélite descobriu três planetas em órbita, chamados TOI 700b, c e d. Somente “d” está na chamada zona habitável, nem tão longe nem tão perto da estrela, onde as temperaturas podem permitir a presença de água líquida.

Inicialmente, o satélite classificou erroneamente a estrela, o que implicava que os planetas pareciam maiores e mais quentes do que realmente eram. Vários astrônomos amadores identificaram o erro.

Satélite Tess busca de exoplanetas, numa missão que deve ir pelo menos até 2022
Imagem: Satélite Tess busca de exoplanetas, numa missão que deve ir pelo menos até 2022

Busca por vida extraterrestre

Desde o final do ano passado, o Tess também está colaborando com astrônomos dedicados à busca por inteligência extraterrestre. O Breakthrough Listen foi fundado em 2015 pelo bilionário russo e pioneiro da internet Yuri Milner e ganhou apoio da Nasa em seu trabalho, o que elevou o status do grupo de pesquisa.

Dois avanços ajudaram esse campo a ultrapassar o domínio da ficção científica: o primeiro foi a descoberta, em 1995, do primeiro exoplaneta (planeta fora do nosso sistema estelar), que acabou de ser recompensada com o prêmio Nobel, e a posterior confirmação de mais de 4.000 outros exoplanetas. O segundo foi a descoberta de extremófilos, organismos capazes de sobreviver em condições extremas de temperatura ou pressão.

“Passamos muito tempo ao longo dos anos tentando nos distanciar da pseudociência e dos OVNIs”, disse em entrevista à AFP Jill Tarter, 75, presidente emérita do Seti Research, do Instituto Seti na Califórnia, fundado em 1984.

Tarter dedicou sua vida à busca de sinais emanados de galáxias distantes e inspirou o personagem interpretado por Jodie Foster no filme “Contato” (1997). Ela é financiada por magnatas do Vale do Silício, incluindo o falecido Paul Allen, que fundou a Microsoft em parceria com Bill Gates. “Nós publicamos estudos, passamos pelas revisões por pares e construímos instrumentos interessantes. Hoje é muito mais crível do que era antes”, explicou.

Os astrônomos interessados no Seti usam telescópios, ópticos e de rádio, para escanear o céu em busca de sinais que indicariam formas de vida inteligentes. “Não sabemos como encontrar inteligência. Não sabemos nem mesmo como defini-la muito bem”, disse Tarter. “Mas, se você sabe que existe esse imóvel potencialmente habitável por aí, como é possível não se perguntar se algum deles é habitado?”

Os astrônomos procuram sinais de tecnologia, qualquer sinal não natural, que pode ter sido criado por vida inteligente. Pode ser um sinal de TV ou rádio que chega até nós, assim como os sinais do nosso planeta são continuamente emitidos no espaço. Os astrônomos podem conseguir distinguir, no traço luminoso de planetas distantes, variações que indicariam a presença de grandes estruturas orbitais, como estações espaciais.

No futuro, a ideia seria analisar também a composição química de outros planetas para procurar sinais biológicos de vida —como na Terra, onde tudo, desde a flatulência bovina à fotossíntese, contribui para a mistura de nossa atmosfera. “Talvez vejamos algum tipo de desequilíbrio químico que não podemos explicar de nenhuma outra maneira”, disse Tarter, acrescentando que “isso requer grandes telescópios” —como o projeto Tess, da Nasa.

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Fonte >Uol Tecnologia

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