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Impacto do novo coronavírus no setor aéreo preocupa Boeing

Impacto do novo coronavírus no setor aéreo preocupa Boeing

Réplicas dos aviões Boeing 787 e 777 no Singapore Airshow, em 12 de fevereiro de 2020 – AFP

É “evidente” que o novo coronavírus terá um profundo impacto na indústria aeronáutica e na economia em seu conjunto – afirmou o diretor comercial da Boeing, Ihssane Mounir, nesta quarta-feira (12).

O novo coronavírus deixou mais de 1.100 mortos e contaminou milhares de pessoas, principalmente na China, chegando também a cerca de 20 países. A disseminação levou muitos países a fecharem suas fronteiras aos viajantes procedentes da China.

“Várias grandes companhias aéreas reduziram suas conexões para e a partir da China. Isso representa uma perda de faturamento”, afirmou Mounir.

“Há viagens de negócios canceladas, mercadorias paradas (…) Isso terá um impacto na economia, no faturamento, terá um impacto nestas companhias aéreas (…) É evidente”, avaliou.

Ihssane Mounir participa do salão aeronáutico de Singapura, o principal evento deste tipo na Ásia que começou na segunda-feira, em meio ao cancelamento de muitos participantes, preocupados com a propagação do novo coronavírus.

Mais de 70 expositores desistiram de participar da feira, entre eles a companhia americana Lockheed Martin e as canadenses Bombardier e De Havilland.

Nesta edição esvaziada do evento, os participantes têm de passar por um scanner térmico e higienizar as mãos.

Singapura registrou 47 casos de pessoas com o novo coronavírus. Na semana passada, a cidade-Estado aumentou seu nível de alerta sanitário.

Na Ásia, o impacto do vírus, que paralisou as grandes cidades chinesas, está começando a afetar as cadeias de produção.

O fabricante de automóveis General Motors teve de suspender parcialmente suas operações na Coreia do Sul por falta de algumas peças fabricadas na China.

Também foram afetadas a japonesa Nissan e a sul-coreana Hyundai.

A Boeing compra da China alguns dos componentes para suas aeronaves, mas ainda não sofreu o impacto do coronavírus em suas operações, segundo seu diretor comercial.


Fonte >Istoé

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