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Nova vacina contra coronavírus começa a ser testada no Reino Unido

Segundo informações do G1 1.017 pessoas já morreram devido a infecção do coronavírus e mais de 40.000 casos da doença, que foi nomeada pela OMS como Covid-2019, já foram confirmados até o momento. As equipes médicas chinesas trabalham incansavelmente para tratar os pacientes infectados pela doença e os cientistas de todo o mundo correm contra o tempo para desenvolver uma vacina e tratamento para a doença. Agora, uma equipe de pesquisadores do Reino Unido anunciou que já começou a testar uma nova vacina contra o coronavírus.

Pesquisadores do Imperial College de Londres disseram acreditar que eles estão entre os primeiros a iniciar testes em animais de uma vacina para o novo surto de coronavírus. Anteriormente, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua citou uma reportagem local dizendo que uma universidade de Xangai também injetou uma vacina de teste em ratos, entretanto, o relatório local citou fontes não identificadas e não houve nenhum anúncio oficial sobre os testes chineses.

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Entregar uma nova vacina é um processo complexo e demorado, pode levar meses ou até anos. Após as vacinas serem desenvolvidas, elas precisam ser testadas em animais e depois em ensaios clínicos com humanos. É necessário ter certeza de que a vacina é suficientemente segura e eficaz para ser produzida em massa.

“No momento acabamos de colocar a vacina que geramos a partir dessas bactérias em ratos”, disse o pesquisador do Imperial College London, Paul McKay, à AFP, em entrevista na última segunda-feira.

“Esperamos que nas próximas semanas possamos determinar a resposta que podemos ver nesses ratos, no seu sangue, a sua resposta de anticorpos ao coronavírus.”

Grande parte da pesquisa atual do mundo sobre a nova cepa do coronavírus está sendo financiada por meio da Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI). O grupo foi formado no Fórum Econômico Mundial de 2017 em Davos para ajudar as empresas farmacêuticas e as universidades a unirem forças e combaterem doenças perigosas e evitáveis.

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O Imperial College London não está trabalhando com nenhuma das equipes atuais em parceria com o CEPI e utiliza suas próprias fontes de financiamento. O pesquisadores do Reino Unido esperam que os da nova vacina contra o coronavírus realizados em animais sejam bem-sucedidos e possam ajudar a garantir investimentos que permitam que os ensaios clínicos em humanos comecem entre junho e agosto.

Fonte >Sociedade Científica

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