terça-feira , setembro 29 2020

Motivo para não sermos visitados por extraterrestres é deprimente, segundo físico

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Com um universo tão vasto e quase infinito, será que nós somos os únicos seres vivos que nele habitam? Se não estamos sozinhos, onde estão todos os seres vivos? O porquê de não termos sido visitados por extraterrestres é a grande questão deste artigo.

Essa é a dúvida de varias pessoas desde que o se passou a pensar em como o universo é enorme e nós somos menos que um grão de areia nele.

Um físico russo chamado Alexander Berezin possui uma teoria interessante para isso, e é sobre ela que vamos conversar.

Há alguma chance de sermos visitados por extraterrestres?

Existe uma teoria chamada de Paradoxo de Fermi, que nada mais é que a contradição entre as altas chances de haver vida no espaço diante da probabilidade e a falta de evidências concretas sobre essas vidas.

Só na nossa galáxia, a Via láctea, há bilhões de estrelas. Como não poderia haver vida com uma probabilidade tão grande? Como podemos ainda não ter sido visitados por extraterrestres? Essas são perguntas realmente relevantes, já que os dados matemáticos levam a crer que existe uma alta probabilidade de ter vida lá fora.

O que será que nos impede de nos encontrar com alienígenas? Será que eles não querem nada conosco? Ou talvez ainda não tenham tecnologia interestelar?

O físico russo Alexander Berezin, da Universidade Nacional de Pesquisa em Tecnologia Eletrônica (MIET), em 2018, fez a sua própria explicação sobre o tema. Porquanto, a teoria foi chamada de “Primeiro a entrar e último a sair“.

Ele estabeleceu essa teoria em uma estudo pré-impresso que não foi revisado por outros cientistas, ainda. Segundo ele, o Paradoxo de Fermi possui “solução trivial, que não requer pressupostos controversos”, mas poder ser “difícil de aceitar, pois prevê um futuro para a nossa própria civilização”.

Uma explicação curiosa

(Imagem: Geralt/Pixabay)

De acordo com Berezin, as soluções para o Paradoxo de Fermi têm um problema: elas definem a vida alienígena de maneira muito restrita. “A natureza específica das civilizações que surgem no nível interestelar não deve importar”, escreve.

“Eles podem ser organismos biológicos como nós, IAs desonestos que se rebelaram contra seus criadores ou distribuíram mentes em escala planetária como as descritas por Stanislaw Lem em Solaris “, completa Berezin.

De toda forma, mesmo com todas as teorias, ainda não temos pista alguma sobre como são essas vidas espaciais? De acordo com Berezin, a única coisa que devemos nos preocupar é a distância que poderíamos observar essas vidas.

“A única variável que podemos medir objetivamente é a probabilidade da vida tornar-se detectável do espaço sideral a uma certa distância da Terra”.

Para ele, se uma civilização alienígena não atingir um parâmetro A, seja por viagens interestelares ou por sinais de comunicação, essa vida poderá existir, mas não poderemos identificá-la.

A solução real de “Primeiro a entrar e último a sair” que Berezin propõe é um cenário mais sombrio. “E se a primeira vida que atingir capacidade de viagem interestelar necessariamente erradicar toda a concorrência para alimentar sua própria expansão?”.

Ele explica que é possível que uma civilização destrua outra propositalmente, mas que talvez essa civilização não note as outras, do mesmo modo que a construção de um prédio não nota um formigueiro.

Ele diz ainda que talvez nós sejamos esses destruidores no futuro que nos aguarda. De todo modo, ainda ficaremos na expectativa de sermos visitados por extraterrestres algum dia, seja para fins pacíficos ou apocalípticos.

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Fonte >Sociedade Científica

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