quarta-feira , outubro 28 2020

Banco do BRICS mira emitir até US$ 7 bilhões em dívida neste ano – Money Times

Compartilhe

Dinheiro-Yuan
O Novo Banco de Desenvolvimento agora tem cinco títulos em circulação denominados em yuan, totalizando 13 bilhões de yuans (US$ 1,9 bilhão) (Imagem: Diana Cheng/Money Times)

O banco supranacional criado pelo BRICS pretende voltar ao mercado de títulos no próximo trimestre e levantar de US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões neste ano para combater o coronavírus, disse uma autoridade do banco na quarta-feira.

“O que prometemos é: durante o curso deste ano, disponibilizaremos aos nossos países membros US$ 10 bilhões em apoio relacionado à saúde para combater a pandemia”, disse Leslie Maasdorp, vice-presidente e diretor financeiro do Novo Banco de Desenvolvimento, em entrevista por telefone.

Ele acrescentou que a instituição tem uma base de investidores de alta qualidade e de longo prazo, como bancos centrais, que responderam por 66% da demanda total dos US$ 2 bilhões em títulos de cinco anos emitidos durante a noite, incluindo o Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Hong Kong.

A mais recente oferta em dólar do banco ocorre em meio à expansão das emissões globais, quando empresas tentam aproveitar o ambiente de juros baixos.

O Novo Banco de Desenvolvimento agora tem cinco títulos em circulação denominados em yuan, totalizando 13 bilhões de yuans (US$ 1,9 bilhão), dois dos quais foram emitidos em abril e julho, respectivamente, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Além dos US$ 2 bilhões em títulos emitidos durante a noite, o banco vendeu em junho US$ 1,5 bilhão em títulos com vencimento em 2023.

O banco também planeja um novo programa de títulos panda de 20 bilhões de yuans na China, o que permitirá várias emissões de títulos denominados em yuan nos próximos 18 meses a dois anos, disse Maasdorp.

Com sede em Xangai, o NBD atende países que fazem parte do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Atualmente, a instituição tem carteira total de US$ 21 bilhões, de acordo com Maasdorp.

Fonte >Money Times

Deixe uma resposta