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ADVFN News | Equatorial Energia (EQTL3) 3T20: lucro líquido ajustado de R$ 607 milhões

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A Equatorial Energia registrou lucro líquido de R$ 728 milhões no terceiro trimestre, alta de 32,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado foi de de R$ 607 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 22,9% na base anual.

Os resultados da Equatorial Energia (BOV:EQTL3) referente a suas operações do terceiro trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/11/2020.

Em relatório, a empresa informou que o indicador de geração operacional de caixa (Ebitda consolidado ajustado) alcançou 1,17 bilhão de reais no trimestre, aumento de 13,7%.

A receita operacional líquida atingiu R$ 4,2 milhões, queda de 13,7% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

Outras informações do Balanço

O volume total de energia distribuída pela Equatorial no terceiro trimestre atingiu 5.961 GWh, com crescimento consolidado de 4,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Segundo a Equatorial, as distribuidoras do Pará, Maranhão e Alagoas tiveram aumentos nos resultados de 26,4%, 21,4% e 61%, respectivamente.

O consumo de energia elétrica dos mercados cativo e livre apresentou crescimento de 4,3% no terceiro trimestre.

“O destaque do trimestre foi a Equatorial Pará, com um crescimento de 6,7%, seguido pela Equatorial Maranhão, crescendo 4,6%”, afirmou.

O consumo de energia elétrica dos mercados cativo e livre da Equatorial Alagoas apresentou um aumento de 1,7% no período, enquanto teve leve incremento de 0,3% na unidade do Piauí, em meio a medidas restritivas adotadas para combate ao novo coronavírus.

No terceiro trimestre, os investimentos consolidados da Equatorial totalizaram 576 milhões de reais, 61,4% menores do que os investimentos realizados no mesmo período do ano passado.

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Teleconferência

A Equatorial Energia continua com a tendência de aumento na energia injetada no sistema durante o quarto trimestre de 2020, disse o diretor financeiro Leonardo Tavares em teleconferência sobre resultados do terceiro trimestre.

O crescimento vem após a forte queda no consumo de energia causado pela pandemia de covid-19. Devido às medidas de distanciamento social para combater a crise sanitária, a Equatorial precisou desacelerar o ritmo do combate às perdas de energia nas concessionárias alagoana e piauiense.

“O retorno da equipe às ruas para o combate às perdas só ocorreu em meados de agosto”, disse Tavares.

A Equatorial Energia continua a avaliar oportunidades de investimentos no setor de saneamento, afirmou Miranda. “Continuamos olhando [para o setor], com toda prudência, pois faz todo sentido”, disse.

A aprovação do novo marco regulatório de saneamento pelo Congresso este ano estimulou a companhia, que chegou a participar do leilão de desestatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) em setembro, vencido pela BRK Ambiental. De acordo com o presidente, o foco da companhia agora é buscar oportunidades para fusões e aquisições. O andamento destes processos definirá a política de dividendos da companhia.

“A ideia é que a política de dividendos continue num ritmo mais comportado, mas dependendo do sucesso do nosso “plano A”, a gente pode fazer alguma revisão da nossa política de dividendos”, acrescentou Miranda.

A Equatorial Energia tem a estratégia de manter uma trajetória de crescimento, o que passará pela avaliação de diversas oportunidades de compras de ativos à medida que estas surjam no mercado.

“Eu queria destacar que hoje nós temos uma área de M&A (fusões e aquisições) muito, muito madura, tanto é que estamos olhando outras oportunidades”, afirmou o executivo, durante teleconferência com analistas e investidores.

Os negócios podem incluir a compra de concessionárias de distribuição de eletricidade, de ativos operacionais ou já licitados de transmissão de energia (conhecidos como “brownfield”) ou mesmo no setor de saneamento, acrescentou ele.

A Equatorial chegou a disputar um leilão que ofereceu a investidores a concessão para serviços de saneamento no Alagoas no final de setembro, mas o processo teve como vitoriosa a BRK Ambiental, da Brookfield.

“Entramos bem, bem pé no chão… a gente está buscando, olhando outras coisas, buscando alargar essas oportunidades”, afirmou ele, ao comentar a disputa em Alagoas.

Entre outros negócios no radar da companhia estão o leilão de privatização da unidade de distribuição de energia da estatal CEB, de Brasília, previsto para dezembro.

A Equatorial Energia também analisa internamente se vai participar do leilão de privatização da distribuidora de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB), afirmou o presidente da companhia, Augusto Miranda.

“Estamos olhando, mas ainda não decidimos se vamos participar ou não. Estamos na fase de analisar internamente, para só então apresentarmos a oportunidade ao conselho [de administração]”, disse Miranda.

O leilão está marcado para o dia 4 de dezembro, às 8h, na B3, em São Paulo. A distribuidora da CEB atua em todo o Distrito Federal, atendendo cerca de 3 milhões de pessoas. A totalidade das ações da companhia será vendida pelo preço mínimo de R$ 1,42 bilhão.

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Fonte > BR ADVFN

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